Aparelhos de Som


A década de 80 vai ficar marcada para sempre na indústria da música, pois nela foi criado o que foi considerado um dos maiores avanços na tecnologia de áudio. O Compact Disc ou o CD como ficou popularizado.

Mas...e antes disso??. Bom, como aqui a seção é lembranças, vamos recordar os discos de vinil (os bolachões, como carinhosamente tratávamos eles) e as fitas cassetes, que ficávamos gravando das rádios os sucessos que aconteciam a cada momento, mesmo com aqueles locutores chatos que tesouravam as músicas.

Mas, e os aparelhos de som da década??. Ahhh, quantas saudades!!! Ficávamos horas
gravando músicas para rolar nas festinhas de final de semana.

Como todo bom oitentista, meu primeiro brinquedo, não foi um brinquedo e sim uma daquelas vitrolas que vinham acopladas a uma caixa acústica e fechava igual uma maleta e isso na década de 70.

Desde aquela época várias marcas eram e são até hoje pioneiras em matéria de aparelhos de som doméstico como a Gradiente, Philips, Sharp, Aiko, Semp Toshiba, Polyvox, Sony, Philco, Cce, Akai.

Quem não se lembra do Micro System 3000 da Aiko que, aliás, foi o primeiro aparelho de som mais potente que tive na época. Ele era composto de 03 módulos: Amplificador PA 3000 com 40 Watts RMS de potência , Sintonizador AM-Fm Turner DT 3000, Tape Deck (Toca- fitas) TD 3000 e um par de caixas acústicas. A propaganda dizia que o seu aparelho de som estava obsoleto e isso porque esse system era compacto e substituía uma parafernália de som. Posteriormente a Tarkus lançou um equalizador adaptável ao tamanho do system. Só faltava o toca-discos que tinha que ser acoplado separadamente.

Na linha dos aparelhos 3X1, aqueles que eram tocadiscos + toca-fitas + receiver AM-Fm (amplificador + sintonizador), a Sharp revolucionou com o modelo Sharp APSS (Auto Program Search System). A função APSS era capaz de localizar o intervalo entre
uma música e outra na fita cassete, bastando acionar a tecla para voltar ou avançar e com a função acionada a tecla ‘Play’ entrava automaticamente reproduzindo a música desde o início.



Os aparelhos da Polyvox também deixaram saudades. Na verdade na década de 70 essa marca era a maior concorrente da Gradiente, mas em 1983 a Gradiente comprou a Polyvox e destinou-a a lançar rádio-gravadores e aparelhos 3X1 e além é claro do maior objeto de desejo da garotada que era o Atari 2600.

Dentre os módulos da Polyvox tínhamos o Polysistem 900M conjugado que possuia no toca-discos aquele sistema de ganchoque que segurava os discos de vinil para soltá-los após o término da reprodução do anterior e também rotação 78...lembram disso?!

Depois foram lançados os mais modernos Polysistem 1900 e 2900.

Claro que não podemos esquecer que essas marcas fabricavam também grandes amplificadores muito potentes e com um layout fora do comum. Quem não se lembra das potências (amplificadores) com aqueles famosos VU’s, medidor da intensidade do som e que mais tarde foi substituído por LED’s. O acabamento desses aparelhos era em aço escovado e dão de 10X0 nos aparelhos fabricados atualmente.

A Akai lançou na década de 80 um módulo de som diferente de tudo que já foi visto e composto por um receiver AA-A35 com controle de volume deslizante (bastava passar o dedo na escala de volume para aumentar ou diminuir o som) e com todas as funções
discriminadas no display + Tape Deck HX-R44 auto-reverse (mudava de lado da fita cassete sem ter que ejetá-la) + Toca-Discos Direct Drive. Como era um módulo era possível encontrar os aparelhos separadamente para vender.

Não podemos deixar de citar que a AKAI foi pioneira na fabricação dos exuberantes gravadores de rolo, como o modelo GX-4000D e muito utilizados para fazer edições de músicas.

A Gradiente obteve aparelhos que marcaram uma década. O sonho de consumo de qualquer audiófilo mais exigente era o módulo Esotech com 09 peças + o par de caixas acústicas. O módulo contava com amplificadores, pré-amplificadores, equalizador e até crossover (divisor de freqüência).

A Gradiente também tinha os módulos mais comportados como os das séries Spectrum nas cores prata e grafite, e um módulo mais compacto e cheio de tecnologia, o RCS-85 Energy, todo preto, com botões deslizantes e um design arrojado. Esse aparelho além do toca-discos já contava com um compact disc player.

E quem era criança no final dos anos 80 e não se lembra do ‘Meu Primeiro Gradiente’ que era um gravador com microphone todo colorido onde você cantava acompanhando a música que estava rolando na fita-cassete.

Outra marca poderosa é a Philips que também tinham ótimos módulos em aparelhos 3x1, porém ao final da década de 80 era lançada uma série de aparelhos chamada ‘Moving Sound Philips’. É só lembrar da propaganda que rolava o hit ‘Pump Up The Jam’ do Technotronic, onde o lema era ‘Som, Liguagem e Movimento’. Os aparelhos contavam com um design radical e foram criados para o público jovem (adolescentes entre 14 a 18 anos). Por serem portáteis a galera levava eles pra cima e pra baixo. Ao todos eram quatro modelos, o mais simples era o Walkman em formato triangular contendo apenas AM-FM e tinha o mais badalado que era em formato de Bazuca com dois tape-decks.

Por falar em Walkman não podemos deixar de reverenciar a Sony, detentora da criação desses pequenos aparelhos que podemos escutar em público ou em qualquer outro lugar.
Os primeiros modelos criados possuíam apenas o toca-fitas e depois apareceram os modelos com Am-Fm e posteriormente surgiram o Discman e todas as inovações que conhecemos nos dias de hoje.

O primeiro Walkman criado pela Sony em 1979 foi o de cor azul e prata, modelo TPS-L2, com 02 entradas para fone de ouvido e com uma tecnolgia chamada ‘Pressman’,
um botão que ao ser acionado ativava um microphone embutido e atenuava o som da música para que pudéssemos conversar com outra pessoa. Já em 1984 aparecia o primeiro Discman modelo D-50.

No quesito som automotivo temos lembranças dos saudosos toca-fitas TKR cara preta e dos aparelhos da Moto-Radio que instalavamos no Opala, Brasilia, Variant, Fusca, etc... e que hoje em dia é raro encontrar um desses em bom estado de uso.

Para encerrar a matéria não poderia deixar de citar o cobiçado toca-discos SL1200 – MK2 da Technics, sonho de consumo de qualquer DJ. Ideal para fazer scratches e altas performances, essa jóia vendeu mais de 3 milhões de exemplares desde 1972 e que com o passar dos anos foi ganhando novas tecnologias.

Se você tem seu aparelho de som antigo em casa, não se disfaça dele, pois eles trazem a lembrança de uma década que revolucionou o mundo e que se mantém viva em apenas alguns momentos de nossas vidas como por exemplo na pista do Projeto Autobahn.

Reinaldo Varani


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