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New Year's Day Certamente New Year’s Day é uma
das músicas mais importantes da carreira do U2
e uma das mais adoradas pelos fãs da banda. Do Álbum War,
de 1983, a música foi responsável pela popularização
mundial da banda, transformando-os não somente em estrelas do pop
rock, mas principalmente em artistas engajados, preocupados e envolvidos
com os problemas mundiais. Isso não poderia ser diferente, já
que em sua cidade natal, Dublin, na Irlanda, foram tstemunhas desde cedo
da violência das guerras civis, da luta insana pelo poder e pelo
dinheiro. Assim como Sinéad O’Connor e Bob
Geldolf, também dublinenses, desde o início da
carreira o U2 grita contra as desigualdades sociais,
o preconceito e contra a violência.
Dirigido por Meiert Avis, também
responsável por vídeos do Bruce Springsteen
e do Van Halen, além da direção
do filme Bem Longe de Casa, com Drew Barrymore,
o clipe inicia com imagens dos integrantes da banda como cavaleiros da
paz, com suas bandeiras brancas, numa marcha solitária, mas impactante,
contra a violência. As cenas noturnas de guerra lembram as transmissões
ao vivo da guerra do Kwait nas telas brasileiras. São mísseis,
canhões As duas canções, porém, falam de situações diferentes. Enquanto Sunday Bloody Sunday convoca os irlandeses a se unirem contra a violência das guerras civis de sua pátria, citando o mundialmente conhecido Domingo Sangrento, dia 30 de janeiro de 1972, data considerada como o marco do início dos confrontos entre o exército britânico e o Ira, a música New Year’s Day, segundo Bono Vox no livro “His Own Words”, é uma canção de amor. No livro o cantor afirma ter subconscientemente pensado no líder revolucionário Lech Walesa, que foi preso e proibido de ver sua mulher após o início da Lei Marcial na Polônia. Coincidentemente ou não, a Lei Marcial entrou em vigor logo após o lançamento da música New Year’s Day.
Outra figura bastante interessante é a dos cavaleiros
da paz vistos através do teclado em uma das cenas do clipe. Possivelmente
neste ponto se faz uma referência ao poder da arte, da música,
nas lutas pelos direitos humanos, algo sempre presente na brilhante carreira
do U2.
Muita Luz!!! Cris Maggio
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